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Fascismo não elegerá senadores suficientes para atacar democracia
Um dos objetivos da extrema direita nestas eleições é eleger um número de senadores e senadoras suficiente para aprovar processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e promover mudanças constitucionais que enfraqueçam o regime democrático, abrindo caminho para suas teses obscurantistas. Mas, as últimas pesquisas indicam que esses planos autoritários caminham para o revés em 4 de outubro. Podem até fazer a maior bancada e, em aliança com todo o bloco oposi
Bepe Damasco
há 5 dias3 min de leitura


Não dá para enfrentar míssil com estilingue
Dias atrás recebi a seguinte mensagem de um amigo: “Não sei bem qual é a nossa tática nesta guerra, mas os caras estão vindo com jatos, mísseis e bomba atômica e nós estamos armados com estilingues. Acho que não teremos muitas chances assim.” Essa preocupação merece uma reflexão. Abre parênteses: a campanha de Lula não deve descer ao nível de esgoto da extrema direita, transformando a disputa eleitoral em um festival de insultos e baixarias de todo tipo, em vez de um momento
Bepe Damasco
7 de ago.2 min de leitura


As histórias que contamos para sobreviver
Existe uma característica comum a todos nós: a necessidade de explicar o inexplicável. Quando algo foge à lógica, dificilmente aceitamos o vazio. Preenchemos as lacunas com uma narrativa que nos permita seguir em frente. Mais do que um hábito cultural, isso parece fazer parte da própria arquitetura do cérebro. Costumamos imaginar a memória como um arquivo organizado, mas ela está longe disso. Cada lembrança é reconstruída sempre que é acessada. Por isso, duas pessoas podem vi
Zé Maia
6 de ago.2 min de leitura


O relógio não mede a vida - artigo de Zé Maia
Vivemos na era da velocidade. Nunca tivemos tantas ferramentas para economizar tempo e, ainda assim, a sensação de que ele nunca basta. Aprendemos a medir a vida pela produtividade. Se não estamos produzindo, sentimos culpa. Se descansamos, parece que estamos perdendo oportunidades. Aos poucos, deixamos de viver o tempo para administrá-lo. A natureza, porém, ensina outra lógica. Nenhuma árvore acelera sua floração, nenhuma maré muda por causa da nossa pressa. Tudo amadurece n
Redação RTN
3 de ago.1 min de leitura


O Brasil está envelhecendo pobre
Há frases que nos acompanham por muito tempo. Recentemente, meu amigo e futuro candidato a Deputado Estadual, Filinto Branco, compartilhou uma reflexão do ex-prefeito de Niterói, Godofredo Pinto, que ficou gravada em minha memória: Essa frase resume uma realidade que muitos brasileiros vivem. Quando eu tinha pouco mais de trinta anos, meu salário permitia pagar aluguel, condomínio, prestação do carro, fazer pequenas viagens e manter um lazer simples. Não era uma vida de luxo,
Zé Maia
22 de jul.2 min de leitura


Onde foi parar a nossa atenção?
Na economia digital, o tempo deixou de ser o ativo mais valioso. O que vale ouro agora é a nossa capacidade de prestar atenção. E ela está sendo disputada segundo a segundo. Concentrar-se em uma tarefa simples tornou-se um desafio cotidiano. Ler um livro por uma hora, assistir a um filme sem consultar o celular ou concluir um relatório sem interrupções já não é tão natural quanto parecia há uma década. Percebo isso na minha própria rotina. Seja no trabalho, desenvolvendo um p

Márcio Kerbel
21 de jul.4 min de leitura


O empenho da CBF em destruir o futebol brasileiro
Na próxima Copa do Mundo, a ser realizada em Portugal, Espanha e Marrocos, em 2030, o Brasil completará 28 anos sem vencer o torneio, maior jejum ao longo da história do futebol brasileiro. A eliminação para a Noruega fez com que o Brasil amargasse a 11ª colocação, a pior em 92 anos. Como sempre acontece na competição de futebol mais importante do planeta, o povo se mobilizou, se vestiu de verde e amarelo, ornamentou ruas com os símbolos da seleção canarinho, lotou bares, res
Bepe Damasco
13 de jul.3 min de leitura


Quando roubaram o futebol do povo
Confesso aos queridos leitores e leitoras que a eliminação da Seleção Brasileira já não provoca o mesmo sofrimento de antigamente. Não porque amadurecemos. Apenas porque a CBF trabalhou duro para reduzir nossas expectativas. Hoje, a surpresa não é perder. É quando conseguimos jogar bem durante noventa minutos. Há algum tempo deixei de acreditar que o problema estivesse apenas dentro das quatro linhas. O futebol brasileiro perdeu muito antes do apito final. Perdeu quando deixo
Filinto Branco
8 de jul.3 min de leitura


A polêmica do voto feminino
Com uma perplexidade abissal, custando a crer no que os olhos veem e os ouvidos ouvem, tenho assistido a vídeos criticando o voto feminino. Isso mesmo: pondo em xeque o direito de voto das mulheres. Um certo neto de ditador, cúmplice do Zero Três, radicado nos Estados Unidos, estaria à frente dessa campanha que nasce entre trumpistas e certa ala bolsonarista importa para o Brasil. Aqui, a balela de que “mulher não sabe votar”, ecoa – pasmem – até entre mulheres, como a influe
Fátima Lacerda
6 de jul.2 min de leitura


Fim da 6x1: o medo de sempre
Nesta segunda-feira, O Globo afirma que o fim da jornada 6x1 poderá elevar os gastos do setor público. Segundo economistas e gestores ouvidos pelo jornal, a proposta em discussão no Congresso Nacional poderia aumentar os custos dos serviços públicos em até R$ 34,5 bilhões, afetando áreas como saúde, transporte e limpeza urbana. Prefeitos também alertam para a possibilidade de repasse desses custos aos cidadãos e defendem um período de adaptação. As previsões pessimistas costu

Márcio Kerbel
22 de jun.3 min de leitura


A blindagem do clã Bolsonaro por parte de André Mendonça e o caminho de Jaques Wagner
Ainda que tenha trazido à tona fortes indícios de corrupção de alguns expoentes do Centrão que se esmeravam em servir ao banqueiro criminoso Daniel Vorcaro, como no caso do senador Ciro Nogueira, as decisões do ministro do STF, Andre Mendonça, à frente do inquérito do Banco Master mostram que sua prioridade é blindar o clã Bolsonaro. Os dois pesos e duas medidas utilizados pelo ministro para ordenar à Polícia Federal ações de busca e apreensão são de uma clareza estelar. Fláv
Bepe Damasco
22 de jun.2 min de leitura


Combater o cristofascismo é uma necessidade civilizatória
Na década de 70, a teóloga alemã Dorothee Solle criou o conceito cristofascismo para definir a fusão do fundamentalismo cristão com práticas autoritárias e de extrema direita. Falecida em 2003, Dorothee se mostrou visionária em relação ao que aconteceria décadas depois. Se ainda estivesse entre nós, a estudiosa certamente se exasperaria com a utilização em larga escala da fé religiosa como instrumento de proselitismo e ação política por parte dos fascistas. A intelectual adot
Bepe Damasco
10 de jun.3 min de leitura


Pessoas e Vinhos
Existem pessoas que chegam à nossa vida como uma garrafa rara encontrada por acaso em uma adega esquecida pelo tempo. Antes mesmo de serem abertas, despertam imaginação. A luz dança através do vidro, o rótulo sugere histórias, e tudo nelas parece anunciar uma experiência memorável. Mas o vinho, assim como as pessoas, não se revela no primeiro olhar. Alguns encantam no instante em que a rolha é retirada. Perfumam o ambiente, prometem camadas infinitas de aromas e fazem acredit
Zé Maia
8 de jun.2 min de leitura


Fala de Luciano Huck sobre Bolsa Família reacende debate sobre pobreza e desigualdade
Ao criticar o Bolsa Família, o apresentador Luciano Huck emitiu opiniões que reforçam um antigo preconceito contra programas de transferência de renda no Brasil. Sua fala durante um encontro de empresários e bilionários promovido pela Esfera Brasil, no Guarujá, provocou forte reação nas redes sociais e abriu um novo debate sobre desigualdade social, pobreza e mobilidade econômica no país. Ao afirmar que o Bolsa Família não gera “nenhum estímulo” para que famílias deixem o pro

Márcio Kerbel
26 de mai.2 min de leitura


Um segundo antes de sermos quem somos
Em um domingo abafado em Niterói. Desses em que o ar parece pesado, quase imóvel, como se o tempo tivesse decidido caminhar mais devagar. A família viajando, a casa estava silenciosa demais — um silêncio que não incomoda, mas também não acolhe completamente. Resolvi sair sem destino certo, apenas dirigir. Acabei parando na Praia de São Francisco. Estacionei o carro, desliguei o motor e, por alguns segundos, fiquei ali, imóvel, como se estivesse esperando alguma coisa acontece
Zé Maia
15 de abr.3 min de leitura


Quando o Edital exige Fé
Confesso aos queridos leitores que antecipo esta coluna por um motivo simples. Mais uma vez, deixo para depois aquela discussão que venho ensaiando sobre o possível fim do trabalho. A conjuntura, como sempre, resolveu pautar o cronista. E confesso um detalhe prático, quase administrativo. Sendo não religioso, começo a perceber que minhas chances de acessar recursos públicos para projetos culturais no estado do Rio de Janeiro se tornaram, no mínimo, teologicamente desafiadoras
Filinto Branco
9 de abr.3 min de leitura


Os desvios que redesenham destinos
Ao assistir à série Ripple, fui tomado por uma inquietação silenciosa. A ideia de que pequenos acontecimentos — quase insignificantes — podem se expandir como ondas invisíveis, alterando vidas inteiras, ficou ecoando em mim muito depois do fim de cada episódio. Não pelas grandes reviravoltas. Mas pelos detalhes. Foi então que essa imagem me fez parar. Um homem entra em uma sorveteria. Nada de extraordinário. Nenhum sinal de que aquele instante carregue algo maior. Apenas um p
Zé Maia
6 de abr.2 min de leitura


Entre o Instinto e o Algoritmo
Há um momento emblemático na história do cinema em 2001: Uma Odisseia no Espaço em que um gesto simples atravessa milênios. Um objeto lançado ao alto transforma-se, no corte seguinte, em tecnologia avançada. Não é apenas uma passagem de tempo. É a tradução visual de um salto cognitivo. Para evitar leituras distorcidas, imaginemos outra cena: um lobo, solitário, em uma paisagem ancestral, ergue um pedaço de madeira. Ele não compreende o mundo — mas começa a interagir com ele.
Zé Maia
31 de mar.2 min de leitura


E não é que o todo-poderoso delinquente está perdendo a guerra?
A maior potência militar do planeta, presidida por um criminoso de alta periculosidade, encarava a agressão ao Irã como um passeio no parque. Nos cálculos de Trump, o ataque era coisa para durar três ou quatro dias e logo o regime dos aiatolás desmoronaria, deixando ao seu alcance grandes reservas de petróleo. Inebriado pela investida contra a Venezuela, quando em poucas horas assassinou integrantes do corpo de segurança do presidente Maduro e o sequestrou junto com a primei
Bepe Damasco
27 de mar.2 min de leitura


Retomar a Petrobras para o Brasil
(…) “Lá, ela é um tsunami ; aqui, se ela chegar, vai chegar uma marolinha ” (…) [GN] – Presidente Lula, em outubro de 2008. Em outubro de 2008, o presidente Lula assim se referiu ao início da grande crise internacional, que havia começado nos mercados bancário e financeiro nos Estados Unidos e depois se espalharia para a Europa, afetando gravemente os principais países do globo. Naquele momento, é fato que o Brasil conseguiu se proteger razoavelmente bem dos efeitos negativos
Redação RT Notícia
17 de mar.6 min de leitura
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