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STF apura repasses de emendas ligados a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

Investigação envolve recursos destinados por parlamentares do PL

O Supremo Tribunal Federal (STF) apura a destinação de emendas parlamentares para entidades e empresas ligadas à produtora responsável pelo filme Dark Horse, obra sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação foi determinada pelo ministro Flávio Dino após representação da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).


Segundo a denúncia, ao menos R$ 2,6 milhões em emendas de parlamentares do PL teriam sido destinados à Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida por Karina Ferreira da Gama, que também está associada a outras instituições e à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo longa.


Mário Frias é alvo de tentativa de intimação


De acordo com o processo, oficiais de Justiça tentam há mais de um mês intimar o deputado federal Mário Frias (PL-SP) para prestar esclarecimentos. A decisão inicial fixou prazo de cinco dias para resposta, mas, conforme registros do STF, o parlamentar não foi localizado em diferentes tentativas realizadas no gabinete da Câmara dos Deputados.


A ação também envolve esclarecimentos de outros parlamentares citados na representação, como Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS), que afirmaram ter destinado recursos a projetos culturais distintos e negaram relação direta com o financiamento do filme.


Denúncia questiona rastreabilidade dos recursos


A representação apresentada ao STF aponta a possibilidade de atuação coordenada entre diferentes entidades e empresas sob gestão comum, o que, segundo a denúncia, poderia dificultar a rastreabilidade da aplicação de verbas públicas. O caso ganhou força após reportagem publicada pelo The Intercept Brasil em dezembro de 2025.


Caso se amplia com novas revelações


Reportagem publicada nesta semana também apontou que o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado ao banqueiro Daniel Vorcaro recursos privados para o filme. Mário Frias declarou que a produção é financiada exclusivamente por capital privado e negou uso de dinheiro público na obra cinematográfica.


Filme tem estreia prevista para setembro


A produção Dark Horse tem lançamento previsto para setembro de 2026, semanas antes do primeiro turno das eleições. O caso segue sob análise no STF, que investiga se houve irregularidades na destinação e execução de recursos públicos.


Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

*Com informações da Agência Brasil


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