Lula convoca ato no Rio, reduto dos Bolsonaro, dias antes do primeiro turno

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva realiza nesta sexta-feira (2) um grande ato no Rio de Janeiro, concentrando apoiadores desde a Igreja da Candelária até a Cinelândia a partir das 10h da manhã. Em vídeo disparado nas redes sociais, o próprio presidente faz a convocação dos candidatos da coligação e de apoiadores convocação direta aos fluminenses: “Sexta-feira, a partir das dez horas da manhã, concentração na Candelária até a Cinelândia, a grande passeata da vitória”, reunindo candidatos como Eduardo Paes, Benedita da Silva e aliados da coligação.
O Rio de Janeiro é o principal reduto eleitoral de Flávio Bolsonaro no Sudeste, região que abriga os maiores colégios eleitorais do país, e o ato desta sexta-feira busca reverter a desvantagem no estado. De acordo com pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29), Flávio Bolsonaro tem 38% das intenções de voto no estado, contra 31% de Lula.
Em entrevista recente sobre os desafios da campanha de Lula, o diretor da agência Troika Marketing apontou a atração dos votos no Rio de Janeiro como um dos principais desafios da campanha petista. “A aliança com Eduardo Paes pode ajudar a diminuir essa diferença, assim como o trânsito de Benedita da Silva entre os evangélicos e a presença do pastor e cantor gospel Kleber Lucas na chapa. Uma atuação constante de Kleber Lucas pode fortalecer a candidatura de Benedita e ajudar Lula a reduzir sua desvantagem entre os evangélicos no Rio de Janeiro”, avaliou.
O ato desta sexta-feira marca a intensificação da presença de Lula em um estado que a análise estratégica da campanha petista identificou como crítico. Numa eleição que se desenha como decidida por poucos pontos percentuais em âmbito nacional, recuperar terreno no Rio de Janeiro pode ser um fator decisivo no resultado das urnas.
Entre as iniciativas que podem ajudar Lula a reduzir a diferença no Rio estão o anúncio do fim das bets e o reajuste do Bolsa Família. Pesquisa Quaest realizada em âmbito nacional e divulgada nesta segunda-feira (28) mostrou que 62% dos entrevistados apoiam a restrição às apostas on-line, enquanto 59% aprovam o aumento do benefício social. O apoio às medidas é ainda maior entre grupos considerados estratégicos para o petismo: no Sudeste, 66% defendem a restrição às bets; entre os eleitores de baixa renda, 74% aprovam o reajuste do Bolsa Família.
O governo anunciou um reajuste de 15% no programa, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691 e o benefício médio de R$ 675 para R$ 777. Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o avanço de Lula entre mulheres, eleitores de baixa renda e beneficiários do Bolsa Família pode estar associado à divulgação dessas medidas.
Fonte: Brasil de Fato




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