Lula autoriza abertura de sigilos dele e da família no TSE e desafia Flávio a fazer o mesmo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou nesta terça-feira (20), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um pedido para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos de sua família. Lula também desafiou Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno, a fazer o mesmo. A divulgação dos dados está condicionada à aceitação da proposta pelo senador.
O desafio foi lançado durante o debate da Band, no domingo (18), quando os dois candidatos trocaram acusações de corrupção. Lula chamou Flávio de “miliciano” e “corrupto” e citou o caso Banco Master. O senador rebateu as críticas e levantou suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger.
Na segunda-feira (19), durante uma coletiva de imprensa em Porto Alegre, Lula confirmou que enviaria a autorização ao TSE e cobrou que o adversário também apresentasse seus dados e os de familiares e empresas.
“Estou mandando para o presidente do TSE abrindo meu sigilo telefônico, meu sigilo bancário e da família e dos meus cinco filhos. E pedindo que o Flávio Bolsonaro faça o mesmo”, afirmou. “É preciso de uma vez por todas acabar com a história de chamar gente honesta de ladrão.”
O documento apresentado à Justiça Eleitoral abrange os últimos oito anos e inclui a primeira-dama Janja, os cinco filhos do presidente, entre eles Lulinha, e a empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações. Lula pede que Flávio também autorize a divulgação das informações de sua esposa, dos pais, dos irmãos e das empresas às quais esteja vinculado.
Durante o debate, Flávio afirmou não ter “absolutamente nada a esconder”, mas não se comprometeu a abrir seus sigilos. Até a última apuração, não havia confirmação de que o senador tivesse apresentado uma autorização equivalente.
Apesar do pedido de Lula, os dados ainda não foram divulgados. O documento enviado ao TSE não contém os registros bancários, fiscais ou telefônicos, e a abertura das informações de familiares depende da autorização dos próprios titulares. A proposta também precisa ser analisada pela Justiça Eleitoral, a poucos dias do segundo turno, marcado para domingo (25).
Fonte: Midia Ninja




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