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Janeiro Branco no Getulinho unifica ações da Psicologia com Nutrição


Mês que traz à luz as questões que envolvem a Saúde Mental, o Janeiro Branco não passou despercebido no Hospital Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, situado em Niterói e referência em pediatria no estado do Rio de Janeiro. Na quarta-feira (28), os profissionais da unidade receberam importantes ensinamentos sobre os cuidados psicossociais.


Na relação com a alimentação saudável, a equipe de Psicologia do hospital contou com uma participação especial: Renilda Caldas, coordenadora de Nutrição da unidade. Segundo ela, o consumo deficiente de nutrientes como proteínas, vitaminas e minerais afetam à Saúde Mental. “Em especial a falta de vitaminas do complexo B (B12), magnésio, ferro, selênio e zinco”.


Desse modo, Renilda enfatiza o prato colorido e equilibrado para garantir todos os nutrientes necessários para a saúde física e mental. “Alguns alimentos estão relacionados com a prevenção da depressão e de sintomas como falta de energia, dificuldade de memorização, mau humor, fadiga, ansiedade e má qualidade do sono.”


Os alimentos principais de qualidade que Renilda elenca são: peixes, ovos, castanhas, nozes, sementes, grãos integrais, leguminosas, frutas, vegetais, chocolate amargo e alimentos fermentados. 


Pela manhã, as rodadas se deram nos setores de recepção e emergência, enquanto à tarde, a ação aconteceu nas divisões de manutenção, almoxarifado e cozinha.


Especificamente no almoxarifado é bom relatar o exemplo do Victor de Santos que trabalha no setor. Ele procurou o Setor de Psicologia, por estar passando por momentos de dificuldade na sociabilidade no trabalho, que afetavam sua produtividade e seu sono. Com a ajuda da psicóloga do Getulinho, Susie Barcellos, foi incentivado a procurar ajuda de psicólogo e psiquiatra – e hoje encontra-se mais equilibrado, realizando tratamento especializado.


Na dinâmica com os grupos, Susie iniciava dizendo que no começo do ano as pessoas pensam em listas e planos para um futuro melhor – mas, muitas vezes, conforme as semanas vão passando, esses anseios acabam não sendo realizados. “A expectativa é grande, mas nem sempre acontece”, afirmou Susie. Nesse momento podem surgir os sentimentos de frustração, solidão e angústia. “Pedir ajuda não é fraqueza, é saúde e qualidade de vida”, incentiva Susie.


Na sequência, Camila Rosetto, explicava que a psicologia no hospital, na assistência aos profissionais, faz o primeiro acolhimento e logo encaminha para outros espaços de cuidado da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Niterói, dentro de fluxos já homologados. Nesta linha, Erica Mendonça, a mais nova integrante do setor de Psicologia, afirma que todos temos que procurar nossas redes de apoio, como Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e ter ciência dos seus próprios limites – sabendo que quando não dá para dar conta do que se está vivenciando, há psicólogos e psiquiatras para ajudar.


Allan Cunha, técnico de Segurança do Trabalho, que ajuda nos processos de Gestão e Segurança do Trabalho no Getulinho, falou que a partir de maio, questões envolvendo Saúde Mental devem entrar nos protocolos de segurança do trabalhador, tratando de cuidado, burnout (excesso de trabalho) e ansiedades – indicando que essa preocupação tem despertado a atenção cada vez mais das instituições em geral.


A coordenadora da Psicologia do hospital, Lucia Moret, sintetiza o espírito da data: “No Janeiro Branco, lembre-se: nossa mente também precisa de cuidado. Cuidar de si é um ato de coragem e amor próprio. Cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo. Janeiro Branco nos convida a olhar para nossa saúde mental com atenção e carinho!”


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