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Insônia: novo tratamento chega ao Brasil

Lemborexante amplia opções terapêuticas no Brasil



O tratamento para insônia ganhou uma nova alternativa no Brasil com a aprovação do lemborexante, medicamento que atua por um mecanismo diferente dos remédios tradicionalmente utilizados para induzir o sono.


O fármaco, que será comercializado com o nome Dayvigo, pertence à classe dos antagonistas duplos do receptor de orexina (DORA). Sua ação ocorre diretamente sobre os receptores responsáveis pela manutenção do estado de vigília, favorecendo a transição para o sono.


A proposta é diferente da adotada por medicamentos como benzodiazepínicos e drogas Z, amplamente utilizados no tratamento da insônia. Essas substâncias atuam potencializando a ação do neurotransmissor GABA, promovendo sedação do sistema nervoso central.


Estudos apontam melhora no sono


Resultados dos estudos clínicos SUNRISE 1 e SUNRISE 2 indicaram redução no tempo necessário para adormecer e melhora na manutenção do sono entre pacientes com histórico de insônia.


De acordo com os dados apresentados, participantes tratados com lemborexante registraram aumento superior a uma hora de sono por noite em comparação aos grupos que receberam placebo.


Os estudos também mostraram melhora nos índices relacionados ao início e à continuidade do sono ao longo de seis meses de acompanhamento.


Uso requer acompanhamento médico


Especialistas alertam que o tratamento deve ser individualizado e realizado sob prescrição médica.


Embora apresente um mecanismo diferente de ação, o lemborexante não é isento de efeitos adversos. Entre os eventos relatados estão sonolência diurna, fadiga, sonhos vívidos, paralisia do sono e comprometimento do desempenho quando associado ao álcool ou a outros depressores do sistema nervoso central.


A indicação é destinada a adultos com diagnóstico de insônia e o acompanhamento profissional é considerado fundamental para avaliar resultados e possíveis ajustes no tratamento.


Estilo de vida influencia a qualidade do sono


Segundo dados citados no material, a insônia afeta cerca de 852 milhões de pessoas no mundo, o equivalente a aproximadamente 16% da população.


Especialistas relacionam esse cenário a fatores presentes na rotina contemporânea, como exposição excessiva à luz artificial, uso frequente de telas, jornadas prolongadas de trabalho, ansiedade e redução dos períodos de descanso.


O desalinhamento entre o relógio biológico e os hábitos diários pode contribuir para a manutenção da dificuldade para dormir e levar parte da população à automedicação.


Mudanças de comportamento seguem recomendadas


Além do tratamento medicamentoso, especialistas destacam a importância de medidas voltadas à higiene do sono e à terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I).


Entre as recomendações estão evitar o uso do celular na cama, reduzir ruídos e luminosidade no quarto, manter horários regulares para dormir, evitar cafeína e tabaco antes de deitar e praticar atividades físicas regularmente.


A orientação é que o tratamento da insônia seja conduzido de forma integrada, considerando fatores comportamentais, emocionais e clínicos associados ao distúrbio.


Fonte: Agência Einstein

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