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Governo envia novo Plano Nacional de Cultura ao Congresso

Ministra da Cultura, Margareth Menezes. Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministra da Cultura, Margareth Menezes. Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo Federal enviou ao Congresso Nacional o novo Plano Nacional de Cultura (PNC), documento que deve orientar as políticas públicas do setor pelos próximos 10 anos. A proposta foi apresentada em cerimônia no Palácio do Planalto, com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e de representantes dos comitês e agentes territoriais de cultura de todas as regiões do país.


O PNC foi elaborado pelo Ministério da Cultura (MinC) a partir das propostas aprovadas na 4ª Conferência Nacional de Cultura, realizada em 2024. O plano reúne oito princípios, 21 diretrizes e oito eixos estratégicos, com foco na ampliação do acesso, na valorização da diversidade cultural e na organização federativa das ações.


Segundo o governo, a proposta busca fortalecer a participação social, ampliar o acesso aos bens culturais, promover a formação, estimular a economia criativa e estruturar políticas contínuas para todas as regiões do país.


Oito eixos estratégicos do plano nacional de cultura


O novo PNC organiza os objetivos da próxima década em oito eixos estratégicos:


  • Gestão e participação social


  • Fomento à cultura


  • Patrimônio e memória


  • Formação


  • Infraestrutura, equipamentos e espaços culturais


  • Economia criativa, economia solidária, trabalho, emprego, renda e proteção social


  • Cultura, bem-viver e ação climática


  • Cultura digital e direitos digitais


De acordo com o Ministério da Cultura, os dois últimos eixos trazem diretrizes alinhadas às agendas de justiça climática e soberania digital.



Direitos culturais no centro do plano


O secretário executivo do MinC, Márcio Tavares, destacou que o plano reforça o princípio dos direitos culturais, previsto na Constituição. O documento organiza diretrizes que tratam do acesso à produção cultural, da liberdade de criação, da preservação da memória, da valorização dos saberes tradicionais e da remuneração de criadores.


Entre os pontos centrais estão o compromisso com os territórios, o enfrentamento de barreiras ao acesso cultural, o reconhecimento das matrizes indígenas e afro-brasileiras e o incentivo à integração entre gerações.


Participação social e agentes territoriais


O evento que marcou o envio do PNC ao Congresso reuniu cerca de 600 agentes territoriais e representantes dos comitês de cultura. Esses agentes, selecionados por editais, atuam em ações de mapeamento, mobilização e formação. Eles também desenvolvem planos de ação cultural em suas regiões, em parceria com instituições de ensino superior.


O plano incorpora contribuições de delegados de todo o país, participantes da 4ª Conferência Nacional de Cultura, que aprovou 30 propostas para subsidiar a política cultural da próxima década.



Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Estrutura federativa e nova comissão intergestores


Durante a cerimônia, foi assinado o decreto que cria a Comissão Intergestores Tripartite, responsável por acompanhar a execução do orçamento da cultura. A comissão reunirá União, estados e municípios e funcionará como instância permanente de pactuação de políticas, em modelo semelhante ao utilizado pelo Sistema Único de Saúde.


*Com informações da Agência Brasil

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