Supercentro de Niterói prevê ampliar exames para 7 mil por mês
Unidade em Piratininga recebe pacientes encaminhados pela rede municipal e terá novos serviços, como ecocardiografia e eletroneuromiografia

O Supercentro de Exames, Imagens e Especialidades de Niterói, em Piratininga, realizou mais de três mil exames no primeiro mês de funcionamento. A unidade recebe pacientes encaminhados pela rede municipal de saúde e prevê ampliar gradualmente os atendimentos até atingir a capacidade de sete mil procedimentos mensais. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (30), quando o prefeito Rodrigo Neves visitou o espaço.
As ultrassonografias concentraram o maior número entre os procedimentos detalhados, com 619 exames. Também foram realizadas 265 densitometrias ósseas, 237 eletrocardiogramas e 223 radiografias. Outros 293 exames foram classificados como de alta complexidade, incluindo tomografias e ressonâncias magnéticas.
O acesso ao Supercentro ocorre após avaliação nas unidades do Médico de Família, nas policlínicas e nas unidades básicas de saúde. Quando identificam a necessidade de um exame, os profissionais fazem o encaminhamento pela rede municipal.
Durante a visita, Rodrigo Neves afirmou que a implantação da unidade tem como objetivos ampliar a oferta de exames, reduzir a espera e facilitar o início dos tratamentos.
Ampliação dos serviços
A diretora geral do Supercentro, Paula Costa, informou que os atendimentos estão sendo ampliados à medida que os serviços passam por ajustes. “Nossa meta é chegar à capacidade de sete mil exames por mês”, afirmou. Entre os novos procedimentos previstos estão ecocardiografia, ergoespirometria e eletroneuromiografia. A secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, disse que a gestão acompanha cada serviço e recebe avaliações dos pacientes para aprimorar o atendimento, desde o agendamento até a realização dos exames.
Espera por diagnóstico
Moradora do Centro, Teresinha de Jesus Lisboa Fioza, de 74 anos, relatou que aguardava havia seis meses por uma tomografia antes de ser atendida no Supercentro. Ela contou que deixou de ter condições de pagar um plano de saúde e passou a depender da rede pública.
O diretor técnico da unidade, Berguer Elias Guimaraes de Souza, explicou que parte dos pacientes atendidos aguardava exames necessários para concluir o diagnóstico e iniciar o tratamento.
Em setembro, foram respondidas 431 pesquisas de satisfação. Conforme o levantamento divulgado, mais de 91% das manifestações escritas foram elogios ou agradecimentos, com referências ao atendimento, à limpeza e à organização.
O balanço apresenta o volume de procedimentos realizados, mas não informa o tamanho da fila nem a evolução do tempo médio de espera pelos exames.




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