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Por que manter a vacinação em dia após os 60 anos é fundamental para um envelhecimento saudável

À medida que a idade avança, o corpo passa por mudanças naturais que diminuem a capacidade de reagir a vírus e bactérias. Depois dos 60 anos, manter a vacinação atualizada deixa de ser apenas uma recomendação e passa a ser uma das principais formas de prevenir doenças graves, reduzir internações e preservar a qualidade de vida.


Esse processo é chamado de imunossenescência, nome dado ao envelhecimento do sistema imunológico. Com a redução das defesas naturais, aumenta o risco de infecções e de complicações provocadas por doenças respiratórias e outras enfermidades.


Segundo o médico Alfredo Gilio, coordenador da Clínica de Imunizações do Hospital Israelita Einstein, o envelhecimento afeta o funcionamento do sistema imunológico da mesma forma que reduz a força muscular e outras funções do organismo. Como consequência, pessoas acima de 60 anos ficam mais vulneráveis às infecções e apresentam uma resposta menos eficiente quando adoecem.


Manter a vacinação em dia após os 60 anos reduz o risco de infecções graves, internações e complicações. Foto: Camargo/Agência Brasil
Manter a vacinação em dia após os 60 anos reduz o risco de infecções graves, internações e complicações. Foto: Camargo/Agência Brasil

Vacinas ajudam a evitar complicações


A vacinação estimula o organismo a produzir anticorpos capazes de reconhecer e combater agentes infecciosos. Dessa forma, quando ocorre o contato com vírus ou bactérias, o corpo está mais preparado para reagir.


Além da queda natural da imunidade, muitos idosos convivem com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares, condições que aumentam o risco de complicações, principalmente durante surtos de doenças respiratórias.


Quais vacinas são recomendadas


A vacina contra a influenza continua sendo a principal recomendação para quem tem mais de 60 anos e deve ser aplicada anualmente.


Também fazem parte das orientações para esse público:


Vacina contra a Covid-19, com reforços periódicos conforme orientação do Ministério da Saúde;

Vacinas pneumocócicas, que ajudam a prevenir pneumonias causadas pelo pneumococo;

Hepatite B;

Dupla bacteriana (difteria e tétano), quando indicada;

Febre amarela, em situações específicas;

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), conforme avaliação médica;

Varicela, em casos determinados.


Na rede privada, especialistas também recomendam a vacinação contra o herpes-zóster e contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por infecções respiratórias potencialmente graves em idosos.


Cobertura vacinal preocupa


Embora as crianças concentrem mais casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a mortalidade é maior entre pessoas acima de 65 anos, especialmente por complicações causadas pela influenza A.


Mesmo diante desse cenário, a adesão à vacinação ainda é baixa. Em 2026, a cobertura vacinal contra a gripe entre pessoas com mais de 60 anos permaneceu abaixo de 50%, segundo dados do Ministério da Saúde.


Especialistas atribuem esse índice à falta de informação e à percepção equivocada de que vacinas são importantes apenas durante a infância.


Nunca é tarde para atualizar a caderneta


Quem não sabe quais vacinas recebeu ao longo da vida deve procurar uma unidade de saúde para revisar a situação vacinal. A avaliação permite identificar quais imunizantes ainda são necessários.


Para os especialistas, manter a caderneta em dia é uma forma de reduzir hospitalizações, preservar a autonomia e garantir mais qualidade de vida durante o envelhecimento.


Com Agência Einstein


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