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Movimentos da infância ajudam a reduzir dor lombar crônica, aponta estudo australiano



Movimentos básicos aprendidos na infância, como rolar, engatinhar e agachar, podem contribuir para a redução da dor lombar crônica em adultos. A constatação é de um estudo conduzido pela Universidade do Sul da Austrália, publicado em novembro na revista científica Musculoskeletal Science and Practice.


A pesquisa indica que a reaprendizagem progressiva desses padrões de movimento melhora o equilíbrio, a confiança corporal e a funcionalidade, mesmo quando a dor não é totalmente eliminada.


Dor lombar é problema global de saúde pública


A dor lombar está entre as queixas mais frequentes no mundo e figura como um dos principais problemas de saúde pública globais. Estima-se que cerca de 80% da população terá ao menos um episódio significativo ao longo da vida.


De acordo com especialistas, trata-se de uma condição que afeta diretamente a qualidade de vida, a produtividade e o bem-estar emocional, além de ser uma das principais causas de afastamento do trabalho em pessoas com menos de 60 anos.


Estudo avaliou reaprendizado de padrões motores


O estudo australiano analisou os efeitos do programa Motum, desenvolvido por fisioterapeutas e baseado no reaprendizado progressivo de movimentos fundamentais. A proposta envolve exercícios no solo, com evolução gradual para posições em pé, além de educação sobre dor e controle motor.


A intervenção foi realizada ao longo de 12 semanas, com aulas semanais presenciais, e contou com a participação de 32 adultos com dor lombar crônica não específica, condição que representa até 90% dos casos registrados.


Redução do medo do movimento e melhora do equilíbrio


Um dos focos do programa foi a redução da cinesiofobia, que é o medo de sentir dor ao se movimentar. Esse fator está diretamente associado à cronificação da dor lombar.


Ao final do acompanhamento, os participantes que realizaram a intervenção apresentaram redução significativa do medo do movimento e melhora relevante do equilíbrio corporal. Também foram observados avanços na funcionalidade, na autoconfiança para atividades diárias e impactos positivos sobre a percepção da dor.


Movimento orientado é base do tratamento atual


A maior parte dos casos de dor lombar é classificada como não específica, quando não há uma causa estrutural identificável em exames de imagem. Nesses quadros, fatores como sobrecarga muscular, alterações biomecânicas, estresse e sono inadequado costumam estar associados ao quadro doloroso.


Segundo especialistas do Einstein Hospital Israelita, medicamentos podem ter papel pontual em fases agudas, mas não tratam a origem do problema. Evidências científicas indicam que o movimento orientado, aliado à educação sobre dor, é a base do tratamento da dor lombar crônica.


Abordagem funcional prioriza autonomia e controle corporal

Programas baseados em movimento progressivo consideram o corpo como um sistema integrado. A proposta é melhorar o controle motor e a consciência corporal, com progressão segura das atividades.


Essa abordagem busca ampliar a autonomia do paciente e favorecer a retomada das funções cotidianas, reduzindo o risco de cronificação da dor e de limitação funcional a longo prazo.


Com Agência Einstein

Foto: Pexels


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