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Lula cita Banco Master e defende fim da escala 6x1 em ato

há 3 horas
2 min de leitura

Candidato à reeleição também defendeu a soberania nacional durante mobilização no Distrito Federal

Lula cita Banco Master em ato de campanha. Foto: Bruno Peres/ Agência Brasil
Lula cita Banco Master em ato de campanha. Foto: Bruno Peres/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (9), durante ato de campanha em Ceilândia, no Distrito Federal, que o Brasil não será governado por sócios do Banco Master. A declaração marcou a retomada de sua campanha nas ruas para o segundo turno, em que enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL).


“Esse país não será governado pelos sócios do Banco Master”, declarou. Na mesma fala, Lula mencionou parentes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e criticou a condução da pandemia de covid-19 pelo governo anterior.


Embora não tenha citado Flávio nominalmente nesse trecho, a declaração foi uma referência indireta ao adversário e à sua relação com Vorcaro. O senador confirmou ter buscado financiamento para Dark Horse, filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio sustenta que os recursos eram privados e nega ter negociado contrapartidas para obtê-los.


Durante a mobilização, Lula também atacou os envolvidos nas operações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Master. O candidato afirmou que pretende derrotar eleitoralmente os responsáveis pelo que classificou como roubo de recursos do banco estatal. As declarações integram o discurso de campanha do presidente e devem ser tratadas como acusações atribuídas a ele.


Fim da escala 6x1


A redução da jornada de trabalho foi outra bandeira apresentada no ato. Lula defendeu a substituição da escala de seis dias de trabalho por um de descanso por uma organização com cinco dias de trabalho e duas folgas semanais.


O presidente associou a caminhada à defesa dessa mudança, discutida no Senado por meio de uma proposta de emenda à Constituição. A pauta voltou a ocupar espaço em seu discurso na disputa pela reeleição.


Disputa por votos no Distrito Federal


Lula participou da mobilização ao lado de Leandro Grass (PT), candidato ao governo do Distrito Federal, que disputa o segundo turno contra a governadora Celina Leão (PP), apoiada por Flávio Bolsonaro. Grass destacou a necessidade de convencer os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.


A escolha de Ceilândia levou o presidente a uma região em que precisa ampliar seu apoio. No primeiro turno, Lula ficou atrás de Flávio por mais de 40 mil votos na localidade. Em 2022, também havia sido derrotado ali por Jair Bolsonaro


Na disputa nacional, Lula recebeu 45,16% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Flávio alcançou 47,03%. Os dois voltam às urnas em 25 de outubro.


Soberania e presença nas redes


Acompanhado também da primeira-dama Janja e de Dora Gomes, vice na chapa de Grass, Lula defendeu a soberania nacional e afirmou que as riquezas brasileiras devem permanecer a serviço da população. Ao criticar seus adversários, contrapôs o uso da bandeira brasileira à identificação com a bandeira dos Estados Unidos.


O candidato prometeu ampliar sua participação na televisão e na internet e confirmou um novo compromisso de campanha em Natal, neste sábado (10). Na capital potiguar, estará ao lado de Cadu do PT, candidato ao governo do Rio Grande do Norte.

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