Faxina de fim de ano pode contribuir para a saúde mental
- Redação RT Notícia
- 30 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Organização doméstica é associada à redução da ansiedade e ao encerramento de ciclos

À medida que o ano chega ao fim, a organização da casa costuma entrar na rotina de muitas pessoas. Segundo especialistas, arrumar armários, gavetas e descartar objetos sem uso vai além da limpeza do ambiente e pode estar relacionada a efeitos positivos na saúde mental.
De acordo com a psicóloga Ana Lúcia Karasin, do Espaço Einstein Bem-estar e Saúde Mental, ligado ao Hospital Israelita Albert Einstein, o fim do ano funciona como um marco simbólico. Esse período favorece revisões pessoais e a preparação para um novo ciclo.
Limpeza e organização como processo simbólico
A organização do espaço físico pode refletir na organização emocional. Ao lidar com objetos acumulados ao longo do ano, o indivíduo tende a revisar experiências e pendências. O processo de arrumar ambientes está associado à elaboração de vivências e ao fechamento de ciclos.
O descarte de roupas, papéis e objetos que perderam a função também se relaciona ao desapego. A liberação de espaço físico pode contribuir para a sensação de renovação e reorganização mental, ao substituir a lógica do acúmulo pela de seleção e permanência.
Ambientes organizados e bem-estar psicológico
Ambientes organizados estão associados à sensação de previsibilidade e segurança, fatores ligados à regulação emocional. Já o excesso de estímulos visuais pode gerar sobrecarga cognitiva e aumentar o desgaste mental.
Outro aspecto observado é a percepção de controle. A organização do espaço doméstico pode reduzir a ansiedade ao reforçar a sensação de que a pessoa consegue intervir na própria rotina e no ambiente em que vive.
Renovação e práticas ao longo do ano
O fim do ano também concentra expectativas coletivas de mudança. Para manter os efeitos da organização no cotidiano, a psicóloga sugere práticas simples e contínuas, como rotinas curtas de arrumação, revisão periódica de objetos e hábitos, além de pausas para autorreflexão.
Segundo a especialista, a faxina de fim de ano está menos ligada à casa e mais ao processo pessoal de encerramento e reorganização para o período seguinte.
Com informações da Agência Einstein








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O texto apresenta um assunto lógico e racional. Temos o costume de trocar um chuveiro e guardá-lo por que ainda funciona. No entanto, isso vai acumulando a outros objetos descartados, se tornando um acúmulo de lixo.
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