Arena Niterói terá R$ 28,1 milhões em investimentos na concessão
Consórcio formado pela REVEE e pela Bridge Venues ficará responsável pela arena e pelo Parque Poliesportivo da Concha Acústica, em São Domingos

A concessão da Arena Niterói e do Parque Poliesportivo da Concha Acústica prevê R$ 28,1 milhões em investimentos ao longo de 35 anos. O complexo, localizado em São Domingos, terá gestão do Consórcio SPE Nova Niterói, formado pelas empresas REVEE S.A. e Bridge Venues Participações Ltda.
A parceria com a Prefeitura de Niterói abrange operação, manutenção e intervenções nos equipamentos. O edital estabelece investimentos obrigatórios estimados em R$ 28.091.974,75 e prazo de concessão contado a partir da ordem de início.
Segundo o anúncio da concessionária, um evento em 2 de dezembro de 2026, com autoridades, parceiros e imprensa, marcará oficialmente a nova fase do complexo.
Retorno econômico projetado inclui investimentos e tributos
De acordo com os dados divulgados no anúncio, atribuídos à Prefeitura, o retorno econômico estimado para o poder público é de R$ 118,1 milhões durante toda a concessão. A projeção considera ocupação anual de 70% da arena e reúne arrecadação de impostos, pagamentos pela exploração do complexo e investimentos.
Desse total, R$ 44,6 milhões correspondem à estimativa de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS), R$ 14 milhões ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), R$ 9,1 milhões à outorga fixa e R$ 22,3 milhões à outorga variável. Outros R$ 28,1 milhões são os investimentos previstos nos equipamentos.
Isso significa que os R$ 118,1 milhões não representam integralmente dinheiro que entrará nos cofres municipais. O cálculo inclui melhorias no próprio complexo. Excluídos esses investimentos, os tributos e as outorgas informados somam aproximadamente R$ 90 milhões, distribuídos pelos 35 anos.
As outorgas são os pagamentos feitos pela concessionária ao município pelo direito de explorar o espaço. Já a arrecadação tributária e a parcela variável dependem da atividade econômica gerada pela operação.
Programação combinará esporte, cultura e entretenimento
O modelo anunciado prevê ampliar o calendário de competições, shows, eventos corporativos e atividades comunitárias. A operação também poderá gerar receitas com locação de espaços, uso de quadras, estabelecimentos comerciais, alimentação, bebidas e patrocínios, além da comercialização do direito de associar uma marca ao nome do equipamento.
Segundo a concessionária, a proposta é combinar essas atividades com a manutenção da função pública, esportiva e cultural do complexo e com o atendimento às atividades institucionais do município.
“Nosso objetivo é desenvolver uma operação que mantenha a forte vocação esportiva e pública do complexo e, ao mesmo tempo, amplie sua utilização para eventos, entretenimento e novas experiências”, afirma Leonardo Donato, CEO da REVEE, em declaração divulgada no anúncio.
A gestão privada ficará responsável pela manutenção e pela operação dos equipamentos. Ao município caberá regulamentar e fiscalizar a prestação dos serviços, conforme as obrigações previstas no edital.
Arena recebe até 5 mil pessoas em eventos culturais
Inaugurada em 15 de junho de 2026, a Arena Niterói tem capacidade para 2.600 pessoas em competições esportivas e até 5 mil em eventos culturais. O espaço conta com climatização, tratamento acústico e estrutura para modalidades como vôlei, futsal, handebol e basquete.
O equipamento integra o Parque Poliesportivo da Concha Acústica, na Avenida Visconde do Rio Branco. O conjunto também reúne campo de futebol, quadra poliesportiva, quadras de tênis e vôlei de praia, pista de caminhada e o palco da Concha Acústica.
Para a REVEE, a concessão amplia sua atuação na gestão de espaços esportivos e de entretenimento. Segundo a empresa, seu portfólio inclui a Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, o Complexo Multiuso Geraldão, no Recife, e a Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte.




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