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A estratégia sofisticada da Globo para influir na eleição e ajudar Flávio Bolsonaro

             

                                                                              


Desta vez a Globo não precisa apoiar golpe de estado contra presidenta que não cometeu crime algum.


Também não é necessário se dar ao trabalho de defender a prisão de um presidente, vítima de uma grande farsa judicial.


Tampouco é o caso de promover outra campanha de criminalização explícita de um partido político, através do endeusamento de um juiz parcial e corrupto.


Em 2026, a estratégia é outra. E é forçoso reconhecer que é bem mais sofisticada, embora tão sórdida quanto às anteriores.


O X do problema é como impedir a reeleição de um presidente da República cujo governo apresenta o menor índice de desemprego da história, com a menor inflação já registrada em quatro anos.


O que fazer para levar à derrota um governante que retomou a política de valorização do salário mínimo e fez com que o trabalhador atingisse o maior rendimento médio da história, com o número de pessoas ocupadas batendo sucessivos recordes?


Outro desafio é impedir que o crescimento do PIB, bem acima do esperado pelos abutres do mercado financeiro, possa se transformar em capital político.


Mas, se na área econômica é difícil enfrentar o debate com esse governo, também na área social o quadro não é animador para seus adversários, que dão de cara com a saída do Brasil outra vez do mapa da fome, com o Pé de Meia, com o Gás do Povo, com o Minha Casa, Minha Vida, com o Bolsa Família e outros programas que foram reativados com força ou criados pelo governo Lula 3


Moral da história: discutir economia e políticas sociais com esse governo é dar murro em ponta de faca.


Mas aí nasce entre os conspiradores globais uma ideia: a única saída é desviar o foco da economia e do social e criar um clima de corrupção generalizada que abra espaço para a retomada do discurso antissistema, confundindo a cabeça das pessoas.


O objetivo da operação é explorar o nível precário de informação e consciência política de parte expressiva dos brasileiros, levando-os à conclusão de que o responsável maior por tudo isso é o presidente da República.


Repare o exagero na cobertura do caso do Banco Master e do seu dono, o criminoso do colarinho branco Daniel Vorcaro. Claro que a fraude bilionária do Master é caso grave, bem como suas conexões com o mundo político e o Poder Judiciário.


Mas, ora, ora, banqueiro trambiqueiro no Brasil é quase uma redundância. Que grande novidade há nisso, a ponto de justificar que sejam dedicados ao assunto mais de 80% do tempo do noticiário político. Os 20% restantes são usados para criminalizar Lulinha, o filho do presidente, fazendo malabarismos para esconder que é a direita que tem relações com o banqueiro delinquente.


A Globo e congêneres apostam todas suas fichas no envenenamento da atmosfera política, o que beneficia Flávio Bolsonaro. Sim, o minúsculo político das rachadinhas, filho do golpista-mor, é o candidato da Globo, principalmente depois que Flávio assumiu o compromisso público de que sua política econômica será a de Paulo Guedes.


Percebe-se ainda que a Globo tem esperanças de dar uma espécie de banho de civilidade no candidato do fascismo nativo.


Contudo, não terão vida fácil. Mesmo com a transformação do desfile da Acadêmicos de Niterói em caso de polícia, a exploração do caso Lulinha e tudo que é tipo de ilação envolvendo o Banco Master, Lula, segundo o Datafolha divulgado sábado, embora tenha tido uma pequena queda, segue na frente da disputa presidencial. E aposto que vencerá. 

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