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Serviço Secreto dos EUA mata homem que abriu fogo perto da Casa Branca


O homem que fez um ataque a tiros, nesse sábado (23), nas proximidades da Casa Branca, residência oficial do presidente dos Estados Unidos, foi morto por agentes do Serviço Secreto, informaram as autoridades estadunidenses. Um pedestre ficou ferido durante a troca de tiros.


O fato ocorreu pouco depois das 18h, horário local (19h, horário de Brasília). O homem se aproximou do perímetro de segurança da Casa Branca, sacou uma arma e começou a atirar. Donald Trump estava no local, mas não foi afetado, informou o diretor de comunicação do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi. As informações são da agência de notícias AFP.


“Agradeço aos nossos formidáveis ​​agentes do Serviço Secreto e da lei pela intervenção rápida e profissional esta noite contra um homem armado perto da Casa Branca, que tinha um histórico de violência e parecia obcecado com o edifício mais precioso da nossa nação”, escreveu Trump na rede social Truth Social, horas depois.


Segundo a AFP, o homem era originário de Maryland, que fica perto de Washington, e tinha histórico de transtorno mental. Ele já era conhecido do Serviço Secreto por ter rondado a Casa Branca em diversas ocasiões.


Outros ataques

Em abril deste ano, durante jantar anual com a presença de jornalistas correspondentes nos Estados Unidos e do presidente Donald Trump, que ocorria em hotel próximo à Casa Branca, disparos foram ouvidos no perímetro do evento. O presidente estadunidense, a esposa Melania Trump e o vice-presidente JD Vance foram retirados às pressas do local. O suspeito, identificado pelas forças de segurança estadunidenses como Cole Tomas Allen, foi detido em flagrante.


Em julho de 2024, Trump foi alvo de um ataque em um comício em Butler, na Pensilvânia, durante as eleições. O então candidato ficou ferido na orelha e afirmou nas redes sociais que foi atingido por um tiro, mas não houve confirmação oficial na época e alguns veículos da imprensa do país informam que ele foi ferido por estilhaços de vidro de um equipamento.


Dois meses depois, em setembro de 2024, enquanto Trump jogava golfe na Flórida, um homem foi preso pelas forças de segurança após ficar horas escondido em arbusto. Um membro da equipe de segurança do presidente relatou ter avistado o cano de um rifle saindo dos arbustos e disparos foram feitos pela equipe, que também prendeu o suspeito.


No entanto, investigadores federais concluíram que Trump estava há mais de 500 metros do suspeito, que não teria campo de visão para efetuar disparos contra o presidente.


Ana Prestes, analista internacional ouvida pelo Brasil de Fato na ocasião do último ataque, avalia que atentados como este acabam servindo de munição narrativa para Trump de que existe um inimigo real a ser combatido, dentro e fora do país.


Fonte: Brasil de Fato

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