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Possível CPI do Banco Master tem como alvo as eleições, afirma cientista político


O senador bolsonarista Eduardo Girão (Novo-CE) anunciou nesta semana ter amealhado assinaturas de 42 colegas para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso do Banco Master. O número, se confirmado, é confortavelmente maior que o mínimo necessário (27) para criação da comissão. Se a proposta for tirada do papel, porém, é possível que o Congresso veja algo com pouca efetividade, na avaliação do cientista político Paulo Roberto de Souza, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).


“A julgar pelas CPIs dos últimos anos, a maioria conduzida pela oposição, a tendência é que não se traga muita coisa”, afirmou Souza, em entrevista ao Conexão BdF, jornal da Rádio Brasil de Fato, nesta terça-feira (20). “O contexto é muito mais que uma disputa política visando as eleições, principalmente por parte da oposição. Essa CPI provavelmente vai ter as mesmas características da do INSS e de outras que aconteceram: pouca investigação e muito espetáculo com tentativa de ‘cortes’ para as redes sociais”.


O cientista político lembra que este ano será curto em Brasília. Muito em breve, todos os focos estarão no processo eleitoral, embora a votação só aconteça em outubro. Com isso, a oposição tenta aproveitar o pouco tempo disponível para, de alguma forma, responsabilizar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicado por Lula, para criar uma “onda negativa”.


“A gente tem um governo que vem, mesmo que devagar, colhendo bons resultados na economia. No último ano, de forma mais contundente. Também na política internacional, entre outros fatores que estão gerando uma agenda positiva, em um momento muito importante, de organização para as eleições gerais. Isso vai aumentando o favoritismo do Lula, em um contexto onde ele já é favorito, como incumbente”, analisou.


Diante da insistência dos bolsonaristas e de sua órbita sobre o tema, o governo já começa a preparar sua defesa. Na avaliação de Paulo Roberto de Souza, declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicam o tom do que deve ser a atuação, incluindo propostas de mudanças no sistema financeiro. Além disso, os próprios grupos opositores terão muito a responder.


“É uma tentativa que vai ter desafios internos numa possível CPI, que é o risco de afetar lideranças importantes do Centrão, principalmente o Centrão mais bolsonarista, como a própria extrema direita ligada ao [dono do Master, Daniel] Vorcaro e, consequentemente o Banco Master. Vale lembrar que o cunhado de Vorcaro foi o maior doador de campanha de Tarcísio de Freitas ao governo do estado de São Paulo e de Jair Bolsonaro na tentativa fracassada de reeleição em 2022. Existem muitos fios desencapados para a oposição e por boa parte do Centrão”, alertou.


Fonte: Brasil de Fato

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