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Niterói usa tomografia para prevenir queda de árvores

Tecnologia identifica riscos internos e orienta manejo da arborização urbana

Árvores com sinais de fragilidade em Niterói passaram a ser avaliadas com tecnologia de tomografia, utilizada pela Prefeitura em casos que exigem diagnóstico aprofundado. O equipamento permite identificar o estado interno dos troncos, apontar riscos de queda e orientar intervenções específicas dentro da política de manejo urbano.


A medida integra o protocolo de segurança arbórea coordenado pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), dentro de uma estratégia que reúne monitoramento contínuo, preservação ambiental e gestão da arborização.


O prefeito Rodrigo Neves destaca que, desde seu primeiro mandato, a cidade vem estruturando uma política consistente de preservação ambiental, com a criação do programa Niterói Mais Verde, responsável pela proteção de 22,5 mil hectares de áreas naturais, e a ampliação de ações voltadas à sustentabilidade urbana.



“Desde o início da nossa gestão, entendemos que cuidar do meio ambiente não é uma agenda acessória, mas fundamental para o desenvolvimento da cidade. O Niterói Mais Verde foi um marco nesse processo, ao garantir a proteção e consolidar uma visão de longo prazo para o território. De lá para cá, avançamos com políticas públicas integradas que envolvem preservação, recuperação e qualificação das nossas áreas verdes. As árvores têm um papel fundamental nesse contexto: elas não apenas ajudam a reduzir a temperatura e melhorar a qualidade do ar, mas também embelezam a cidade, contribuem para o bem-estar da população e são essenciais para tornar Niterói mais resiliente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pelos eventos extremos que temos visto com cada vez mais frequência”, afirma o prefeito.


Como funciona a tomografia em árvores


O procedimento funciona como uma análise interna do tronco. Sensores são posicionados ao redor da árvore para medir a circulação de sinais pela madeira. A velocidade dessas respostas permite identificar cavidades, apodrecimento ou presença de cupins, gerando resultados em tempo real.


Áreas comprometidas aparecem em gráficos, permitindo avaliar o percentual de risco e até a direção mais provável de queda em casos críticos. Árvores com risco inferior a 35% podem passar por poda, desbaste ou redução de copa. Acima desse índice, o protocolo pode indicar remoção.


Campo de São Bento teve árvores removidas após análise estrutural


Foi com base nesse sistema que três árvores no Campo de São Bento — um pau-brasil e dois aldragos — foram retiradas após diagnóstico de comprometimento estrutural. A análise técnica orienta decisões sobre recuperação ou supressão, considerando segurança da população, patrimônio público e circulação urbana.


Niterói mantém mais de 64 mil árvores catalogadas


A cidade possui 64.601 árvores catalogadas em um sistema de monitoramento considerado um dos mais amplos do país. Cada exemplar possui identificação detalhada, incluindo espécie, origem, dimensões e estado fitossanitário. As informações são integradas ao SiGeo, plataforma que acompanha intervenções e define prioridades de manejo.


“O objetivo é manter o equilíbrio entre o verde e o espaço urbano, garantindo conforto térmico, qualidade do ar e segurança para todos. Ao integrar tecnologia, monitoramento contínuo e planejamento ambiental, Niterói avança na construção de uma arborização mais segura, resiliente e alinhada às características da Mata Atlântica — tratando cada árvore como parte essencial da infraestrutura da cidade”, afirma a secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa.


Arborização integra política pública de sustentabilidade


Com mais de 50% do território protegido, Niterói conecta arborização, drenagem urbana, conforto térmico e qualidade do ar a uma política ambiental estruturada. Projetos como Arboribus, Verdes Notáveis e Fruta no Pé complementam a estratégia, com foco em espécies nativas e recuperação da biodiversidade.


Monitoramento diário reforça prevenção


Doze equipes atuam diariamente no acompanhamento da vegetação urbana, incluindo grupos de poda, monitoramento especializado e atendimento emergencial em períodos de chuva intensa. A população também pode participar por meio do aplicativo Colab, utilizado para solicitar podas, informar riscos e sugerir novos plantios.


O uso de tecnologia para prevenção de acidentes urbanos, aliado à preservação ambiental, amplia o interesse público sobre a gestão de cidades resilientes. Em Niterói, a aplicação de tomografia em árvores conecta inovação, segurança e sustentabilidade em uma pauta de impacto direto no cotidiano da população.


Foto: Claudio Fernandes

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