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Espaços culturais de Niterói passam a oferecer mochilas sensoriais para visitantes autistas e neurodivergentes

Equipamentos municipais disponibilizam kits gratuitos para uso durante visitas


A Prefeitura de Niterói passou a disponibilizar mochilas sensoriais em cinco equipamentos culturais municipais para atender pessoas autistas e neurodivergentes. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal das Culturas, busca ampliar a acessibilidade nos espaços públicos por meio do empréstimo gratuito de kits destinados ao suporte sensorial durante as visitas.


Os kits estão disponíveis no Teatro Popular Oscar Niemeyer, no Caminho Niemeyer; no Centro Cultural Cauby Peixoto, no Fonseca; no Centro Eco Cultural Sueli Pontes, em Piratininga; no Museu de Arte Contemporânea (MAC), na Boa Viagem; e no Centro Cultural de Cidadania e Economia Criativa (MACquinho), no Ingá.


A psicóloga Andressa Hernams visita o MAC com o filho Augusto, de 14 anos, que é autista e usou a mochila sensorial durante o passeio. Foto: Bruno Eduardo Alves
A psicóloga Andressa Hernams visita o MAC com o filho Augusto, de 14 anos, que é autista e usou a mochila sensorial durante o passeio. Foto: Bruno Eduardo Alves


Como funciona o empréstimo


A retirada da mochila é gratuita mediante apresentação de documento oficial com foto, que permanece retido até a devolução do material. O kit pode ser utilizado durante toda a permanência do visitante no equipamento cultural e deve ser devolvido ao final da visita.

Após cada utilização, os itens passam por higienização antes de serem disponibilizados novamente ao público.


O que contém a mochila sensorial


Cada mochila reúne recursos voltados ao suporte sensorial, entre eles:

  • abafadores de ruído;

  • bolinhas antiestresse;

  • pulseiras luminosas;

  • óculos escuros.


Os materiais auxiliam pessoas com diferentes sensibilidades sensoriais durante a permanência nos espaços culturais.


Relato de visitante


A psicóloga Andressa Hernams utilizou o kit durante uma visita ao Museu de Arte Contemporânea com o filho Augusto, de 14 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).


Segundo ela, os itens disponíveis contribuíram para que o adolescente permanecesse no espaço com mais conforto durante a visita.


Política de inclusão


A disponibilização das mochilas integra um conjunto de ações voltadas às pessoas com deficiência e famílias atípicas desenvolvido pela Prefeitura de Niterói.


Entre as iniciativas está o Centro de Avaliação e Inclusão Social (CAIS), inaugurado em novembro de 2025. A unidade reúne profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social, cultura, trabalho e acessibilidade para atendimento integrado de crianças com suspeita ou diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista.


Educação especial


A Prefeitura também mantém aberto o processo seletivo simplificado para contratação temporária de 300 Agentes de Apoio Escolar. Os profissionais irão reforçar o atendimento aos estudantes da rede municipal enquanto ocorre a realização do concurso público para o cargo.


A medida integra a Política Municipal de Educação Especial Inclusiva.


Outros programas


O município também disponibiliza a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), documento gratuito que garante prioridade de atendimento prevista em lei.


Outra iniciativa é a ampliação da Moeda Social Arariboia, que passou a incluir mães atípicas entre os beneficiários.


Desde 2024, a cidade também conta com a Política Municipal de Atenção à Mãe Atípica, denominada "Niterói Cuida de Quem Cuida", voltada ao atendimento de mães de pessoas com deficiência, transtornos, síndromes, doenças raras, TDAH e dislexia.


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