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Cannes: filme romeno, "Fjord", leva a Palma de Ouro


O diretor romeno Cristian Mungiu recebeu neste sábado sua segunda Palma de Ouro no Festival de Cannes, desta vez por “Fjord”, longa que aborda as divisões e extremismos nas sociedades contemporâneas. Anteriormente, o romeno tinha vencido por "4 meses, 3 semanas e 2 dias", em 2007.


“Fjord” acompanha uma família profundamente religiosa que decide viver em uma pequena vila da Noruega. A aparente tranquilidade começa a ruir quando autoridades locais passam a investigar o modelo de criação imposto aos cinco filhos, afastados de celulares, videogames e do YouTube.


Ao subir ao palco para receber o prêmio das mãos da atriz Tilda Swinton, Mungiu afirmou que percebe o mundo atual como um espaço cada vez mais dividido e radicalizado. Segundo ele, o filme surge como uma reação contra qualquer tipo de fanatismo.


O cineasta ainda definiu a obra como um apelo à tolerância, à inclusão e à empatia, ressaltando que esses valores precisam ser praticados de forma mais concreta. O elenco reúne a atriz norueguesa Renate Reinsve e o ator americano Sebastian Stan.


O Grande Prêmio, considerado a segunda principal honraria de Cannes, ficou com “Minotaur”, do diretor russo exilado Andrey Zvyagintsev. O filme retrata um empresário confrontado pela descoberta da traição de sua esposa, tendo a guerra na Ucrânia como pano de fundo.


Durante o discurso de agradecimento, Zvyagintsev declarou que milhões de pessoas dos dois lados do conflito desejam apenas o fim da guerra, um desejo do mundo inteiro.


Os espanhóis Javier Calvo e Javier Ambrossi, conhecidos artisticamente como Los Javis, conquistaram o prêmio de melhor direção por “La Bola Negra”, dividindo a honraria com o cineasta polonês Pawel Pawlikowski, responsável por “Fatherland”.


Ao receber o troféu, Calvo afirmou que o longa fala sobre humanidade e sobre reconhecer o outro como um ser humano. O drama histórico entrelaça as trajetórias de três homens homossexuais em períodos distintos, inspirado em uma obra inacabada do dramaturgo espanhol Federico García Lorca. No elenco, Penélope Cruz e Glenn Close.


Já Pawlikowski trouxe o que para muitos era o favorito à Palma. "Fatherland" invade a biografia de Thomas Mann (1875-1955), no ano supra-citado em que o autor de A Montanha Mágica, com passaporte americano no bolso (país onde se exilara), regressa pela primeira vez à Alemanha após a II Guerra Mundial, para receber o Prémio Goethe em Frankfurt e, logo em seguida, ser homenageado em Weimar.


Os atores Emmanuel Macchia e Valentin Campagne dividiram o prêmio de interpretação masculina por suas atuações em “Coward”, dirigido por Lukas Dhont.


Já os prêmios de interpretação feminina foram entregues à belga Virginie Efira e à japonesa Tao Okamoto por “All of a Sudden”, dirigido pelo japonês Ryusuke Hamaguchi. A produção acompanha duas mulheres refletindo sobre os impactos do capitalismo e a busca por uma sociedade mais humana.


“The Dreamed Adventure”, da diretora alemã Valeska Grisebach, venceu o Prêmio do Júri - da mesma diretora de "Western", aparenta ser um filme austero, devedor ao gênero de "slow cinema". Já o troféu de melhor roteiro foi para o francês Emmanuel Marre por “Notre Salut”, obra inspirada na trajetória de seu bisavô durante a época da invasão nazista.




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