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Programa Antártico Brasileiro Implementa Detectores de Radiação em Nova Etapa de Missão Científica

Pesquisadores da UERJ fortalecem colaboração internacional para monitoramento atmosférico na Antártica


((Foto: divulgação UERJ))

Na segunda fase de uma ambiciosa missão científica brasileira na Antártica, os pesquisadores Cesar Amaral e Antonio Carlos de Freitas, do Instituto de Biologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Ibrag/Uerj), iniciaram hoje, 22 de novembro, a instalação de detectores de radiação no módulo Ipanema. Essa intervenção faz parte de um projeto mais amplo que visa fortalecer o monitoramento atmosférico na região, contribuindo para uma rede global de detecção de radiação ambiental.


A instalação do medidor é resultado de uma colaboração entre o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e a Agência Internacional de Energia Atômica, que generosamente doou o equipamento para a detecção de raios gama na atmosfera. O módulo Ipanema será integrado a uma rede mundial de detectores de radiação, enviando dados de forma remota para análise.


Cesar Amaral ressalta a relevância dessa iniciativa, destacando a crescente preocupação global com o uso de armamentos nucleares em conflitos. "A instalação desse detector de radiação gama no módulo Ipanema é fundamental diante dos desafios atuais e futuros relacionados ao armamento nuclear", afirma o pesquisador.


Localizado na Ilha Rei George, o módulo Ipanema, juntamente com o módulo Criosfera-1, integra a rede de laboratórios remotos no âmbito das atividades do Programa Antártico Brasileiro, gerido pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Proantar).


Após uma jornada iniciada em outubro, a primeira dupla de cientistas, composta pelos pesquisadores Sérgio Gonçalves e Negar Ekrami, chegou à Antártica no início de novembro. A iraniana Negar Ekrami participa como colaboradora do projeto, resultado de uma parceria estabelecida com a Universidade do Porto, em Portugal. A etapa inicial focou no transporte de materiais destinados à instalação no módulo Ipanema e na realização de medidas relacionadas ao projeto AERONET, em colaboração com a NASA.


A fase 2 do projeto envolve a viagem dos pesquisadores Cesar Amaral e Antonio Carlos de Freitas, que partirão do Rio de Janeiro até Punta Arenas, no Chile, em um voo de apoio da Força Aérea Brasileira (FAB). Em seguida, embarcarão em um navio da Marinha Brasileira com destino à estação Comandante Ferraz.


A terceira dupla da missão chegará à estação em 23 de janeiro e permanecerá até meados de março de 2024. A última dupla embarcará nos navios da Marinha do Brasil até Ushuaia, na Argentina, no final de março, realizando medições ao longo do trajeto de retorno até o Rio de Janeiro. O projeto é coordenado pelo professor da Uerj, Heitor Evangelista, e faz parte do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera (INCT da Criosfera), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).


A Estação Antártica Comandante Ferraz, inaugurada em janeiro de 2020, é a maior e mais moderna estação da Península Antártica e a terceira de todo o continente. Após o incêndio que consumiu a primeira estação, a nova unidade conta com 17 laboratórios de pesquisa e tem capacidade para 64 pessoas. Há 42 anos, o Brasil realiza pesquisas na Antártica, consolidando seu papel de destaque nas investigações científicas na região.

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