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 Maricá é declarada cidade-irmã dos povos indígenas por Ailton Krenak


Ailton Krenak participou da celebração "Brasil Cocar ", em Maricá. Foto: Gabriel Ferreira


Ailton Krenak, escritor renomado, filósofo e o primeiro imortal indígena da Academia Brasileira de Letras (ABL), proclamou Maricá como cidade-irmã dos povos indígenas durante o evento "Brasil Cocar". Essa declaração simbólica reforça o compromisso do município com a valorização e o apoio às comunidades indígenas, encerrando de forma emblemática as comemorações do mês dos Povos Indígenas.


A celebração "Brasil Cocar" foi realizada na sexta-feira (26/04) no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), em Mumbuca, e contou com a presença de lideranças das aldeias Tekoa Ka'Aguy Ovy Porã (Mata Verde Bonita) e Tekoa Ara Hovy (Céu Azul), da etnia Guarani, além do ilustre convidado Ailton Krenak. Durante o evento, Krenak expressou sua gratidão pela acolhida calorosa de Maricá e conheceu o município como uma estrela na constelação de aldeias indígenas por todo o país.


"Maricá abraçou a cultura indígena e apoiou para que eles possam prosperar e fazer parte de uma constelação de aldeias que está no país inteiro. Maricá é uma estrela dessa constelação. É uma cidade-irmã de todas as aldeias indígenas que ela quiser se declarar irmã . Viva!", declarou Krenak, evidenciando o espírito de inclusão e apoio mútuo entre o município e as comunidades indígenas.


Além das palavras de Ailton Krenak, o evento também foi marcado pela participação ativa das comunidades indígenas, com uma feira de artesanato e exposição e venda de peças e acessórios produzidos pelos próprios indígenas das aldeias do município. O coral da aldeia Mata Verde Bonita encantou os presentes com uma apresentação emocionante, reforçando a riqueza cultural e artística das comunidades indígenas de Maricá.


Darcy Tupã, liderança indígena da aldeia Mata Verde Bonita, expressou sua gratidão pela valorização e reconhecimento das tradições indígenas em Maricá: "É muito grandioso saber que em Maricá somos valorizados e reconhecidos. O povo indígena tem uma linda história e não foram os portugueses que descobriram o Brasil e, sim, os índios que aqui já estavam."


O cacique Vanderlei Weraxunu, da aldeia Céu Azul, ressaltou a importância do evento para o fortalecimento e visibilidade das comunidades indígenas: "Quando estamos presentes para poder conversar com vocês e repassar nossas histórias, lutas e conhecimentos, isso nos fortalece. agradeço muito por esse evento e à Maricá, que é o único município do Brasil que abraçou a causa e nos aceitou."


Além das celebrações, o evento proporcionou um momento de troca cultural entre as comunidades indígenas e representantes da Escola de Samba Salgueiro. Marcelo Pires, integrante da Diretoria Cultural do Salgueiro, destacou a importância da parceria em defesa dos povos originários, enquanto Mara Rosa, presidente da escola mirim Aprendizes do Salgueiro, enfatizou o papel do carnaval na transformação da vida das crianças da comunidade.



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