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IBGE revela: menor índice de jovens 'nem-nem' desde 2012 no Brasil


Número de jovens que não estudam nem trabalham apresenta menor valor absoluto desde o início da série histórica em 2012. Foto: Paulo Pinto/Ag


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (6), novos dados sobre jovens entre 15 e 29 anos que não estudam e nem trabalham em 2022, apresentando o menor valor absoluto desde que iniciaram a série histórica em 2012. Com 10,9 milhões de jovens nessa condição, correspondendo a 22,3% desse grupo, a redução é reflexo da diminuição da população jovem brasileira ao longo dos anos, alinhada ao envelhecimento da população nacional.


A análise revelou que entre os anos de 2012 e 2022, houve uma diminuição de 5,9% no número total de jovens, passando de 51,9 milhões para 48,9 milhões. Contudo, a queda no contingente de jovens que não estudam nem trabalham foi menor do que a diminuição geral desse grupo, resultando na terceira menor taxa desde 2012, apesar de representar o menor número absoluto em 2022.


O estudo apontou que períodos de crise econômica e a pandemia de COVID-19 influenciaram no aumento dos jovens nessa condição em anos anteriores. Em contrapartida, em 2021 e 2022, com o aumento de jovens ocupados, a proporção dos que não estudam e nem trabalham reduziu.


A pesquisa também destacou a relação entre a situação nem-nem (que não estuda e nem trabalha) e o rendimento domiciliar, mostrando que domicílios com menores rendimentos possuíam taxas bem superiores à média nacional. Em 2022, a taxa nos lares com menor renda era mais que o dobro da média nacional, evidenciando uma disparidade significativa em relação aos 10% com maiores rendimentos. Essa condição também afetou de forma mais expressiva as mulheres, especialmente as pretas ou pardas.


As informações coletadas pelo IBGE reforçam o desafio enfrentado pelos jovens no ingresso e permanência no mercado de trabalho, apontando para a vulnerabilidade desse grupo, sobretudo em períodos de crise econômica. O investimento público em educação é destacado como uma ferramenta crucial para reduzir essa vulnerabilidade no futuro, proporcionando qualificação e estabilidade diante das oscilações do mercado laboral. Com Agência Brasil.

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