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Descentralização econômica: Maricá supera São Paulo na participação industrial, aponta IBGE


Estudo revela que a economia brasileira está menos concentrada. Foto: Marcello Casal / Agência Brasil


Estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (15), revelou transformações marcantes na estrutura econômica do Brasil nos últimos anos. Contrariando a tradicional concentração, a pesquisa apontou uma descentralização significativa, com grandes municípios perdendo espaço no Produto Interno Bruto (PIB), enquanto outras cidades emergem como protagonistas econômicas.


Descentralização da Economia


Em 2021, o estudo apontou uma mudança notável na participação dos municípios no PIB nacional. Antes, apenas quatro cidades representavam cerca de um quarto do PIB nacional:

São Paulo (12,7%), Rio de Janeiro (6,3%), Brasília (3,6%) e Belo Horizonte (1,6%). Em 2021, esse grupo cresceu para 11, totalizando aproximadamente 25% da economia brasileira. A desconcentração econômica é mais evidente quando observamos que, em 2002, somavam-se as riquezas de 48 cidades para alcançar 50% do PIB, número que saltou para 87 em 2021, evidenciando um país menos concentrado.


Mudanças nas Capitais e nos Estados


As capitais, que historicamente detinham uma fatia expressiva da economia, também tiveram sua participação reduzida. Em 2021, elas representavam 27,6% do PIB, um declínio marcante em comparação com 2002, quando essa parcela era de 36,1%. Resultados surpreendentes incluem a ascensão de municípios como Parauapebas (PA) à frente de Belém (PA) no PIB estadual e Maricá (RJ) superando São Paulo na participação industrial.


Destaque para Maricá


Pela primeira vez desde 2002, São Paulo não liderou a participação industrial. Esse posto foi conquistado por Maricá, que concentrou 3,3% do PIB da indústria em 2021, impulsionado principalmente pela extração de petróleo e gás. Esse feito inédito marca uma mudança significativa na dinâmica econômica nacional.


PIB Per Capita e Desigualdades Regionais


O estudo também analisou o PIB per capita dos municípios, destacando que a média nacional era de R$ 42,2 mil, com desigualdades regionais evidentes. Enquanto o Nordeste apresentava R$ 21,5 mil e o Norte, R$ 29,8 mil, o Centro-Oeste liderava com R$ 55,7 mil. Além disso, grandes centros urbanos e regiões com atividade agropecuária significativa e população menor se destacaram nos valores mais altos de PIB per capita.


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