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Deputados cobram investigação de Nikolas Ferreira por uso de aeronave de Daniel Vorcaro


Após a revelação, na manhã desta terça-feira (3), de que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) teria utilizado, durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, uma aeronave de Daniel Vorcaro, empresário investigado no escândalo do Banco Master, outros parlamentares mineiros cobram investigações sobre as práticas do político bolsonarista. 


Ferreira teria feito viagens em um jato executivo pertencente ao grupo empresarial Prime You, ligado ao banqueiro, em deslocamentos da caravana “Juventude pelo Brasil”, ao longo de pelo menos 10 dias, em campanha eleitoral para Jair Bolsonaro (PL). 


Diante da denúncia, a deputada estadual Bella Gonçalves (Psol) protocolou uma representação junto à Procuradoria Geral Eleitoral (PGE), solicitando a abertura de procedimento investigatório para apurar possíveis irregularidades. 


“As relações entre esse deputado federal lacrador, a igreja corrupta e o banco estelionatário estão ficando cada vez mais evidentes. A gente pede ao Ministério Público Eleitoral que verifique a mal utilização de recurso privado, inclusive de um CNPJ, emprestado para uma campanha eleitoral”, destaca a parlamentar do Psol.


Atualmente, a legislação brasileira proíbe doações de pessoas jurídicas para campanhas eleitorais e doações que não sejam declaradas, mesmo que tenham sido feitas por pessoas físicas. Por isso, segundo Gonçalves, a utilização da aeronave de Vorcaro por Ferreira, com finalidades eleitorais, pode “configurar um crime eleitoral grave”.


A representação da deputada na PGE argumenta que o fornecimento do veículo “seja por cessão gratuita ou fretamento custeado por terceiro, pode configurar doação estimável em dinheiro, o que exigiria registro formal na prestação de contas da campanha beneficiada”.

Não há registro público de que o uso do jato executivo tenha sido declarado nas contas da campanha presidencial de 2022.


Quebra de sigilo

Vorcaro também é investigado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que analisa suspeitas de fraudes financeiras no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Com as novas denúncias que ligam Nikolas Ferreira ao empresário, o deputado federal Rogério Correia (PT) apresentou requerimentos para convocar o parlamentar bolsonarista à CPMI. 


Correia também pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Ferreira, além de solicitar a 

convocação e a quebra de sigilo bancário e fiscal do pastor Guilherme Batista, da Igreja da Lagoinha, que também teria feito viagens utilizando a aeronave.  


“Já está clara a relação entre o Banco Master, o bolsonarismo e as lideranças da Igreja da Lagoinha. Já apresentei requerimentos para a convocação e a quebra de sigilo de envolvidos, mas eles seguem sem votação. É preciso garantir que a comissão atue com independência e não sirva para proteger aliados”, defendeu o deputado do PT.


A CPMI do INSS ainda precisa deliberar sobre os requerimentos apresentados por Correia

Outro lado

Nas redes sociais, Ferreira negou as acusações e disse que apenas “foi convidado para participar de um evento”, que não foi responsável pela logística de transporte e que não pode responder por crimes cometidos por outros.


Fonte: Brasil de Fato

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