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Deputado estadual Thiago Rangel é preso em nova fase da Operação Unha e Carne no Rio

Polícia Federal cumpre mandados por suspeita de fraude em contratos da educação estadual

O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (5), durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em contratos ligados à Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc).


A operação também cumpriu outros mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes municípios fluminenses.


Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta um esquema de direcionamento de contratos de compra de materiais, prestação de serviços e obras de reforma em unidades escolares vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc.


De acordo com os investigadores, empresas previamente selecionadas seriam favorecidas nas contratações.


As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão em cidades como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.


Investigação teve origem em fases anteriores da operação


A Operação Unha e Carne começou a partir de apurações sobre vazamento de informações sigilosas relacionadas a outras ações policiais.


Com o avanço das investigações, a Polícia Federal informou ter identificado indícios de irregularidades em contratos públicos na área da educação.


As apurações também indicam movimentações financeiras envolvendo empresas ligadas ao grupo investigado, incluindo saques e transferências para companhias associadas ao esquema.


Crimes investigados


Os investigados poderão responder por organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, conforme informou a Polícia Federal.


Histórico de investigações sobre Thiago Rangel


Thiago Rangel já havia sido alvo da Operação Postos de Midas, deflagrada em outubro de 2024, quando a Polícia Federal investigou suspeitas de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de capitais relacionadas a contratos públicos em Campos dos Goytacazes.


Na ocasião, a defesa negou irregularidades.


Foco no impacto político e institucional


A prisão ocorre em meio ao avanço de investigações que envolvem agentes públicos e contratos da administração estadual, ampliando o alcance de apurações sobre possíveis desvios de recursos destinados à educação no Rio de Janeiro.


Foto: Divulgação/Polícia Federal


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