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Barroso critica 'falsos patriotas' e prega pacificação em sessão por um ano dos atos golpistas no Supremo


Ministro Luís Roberto Barroso preside sessão solene no STF. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, enfatizou a relevância de manter viva a memória dos eventos que marcaram o 8 de janeiro do ano anterior, em uma sessão solene. Ele afirmou: "Jamais esqueceremos! E estamos aqui para manter viva a memória do episódio que remete ao país que não queremos. O país da intolerância, do desrespeito ao resultado eleitoral, da violência destrutiva contra as instituições. Um Brasil que não parece com o Brasil".


Durante o evento, Barroso criticou veementemente os "falsos patriotas" e "falsos religiosos" que, em uma suposta "alucinação coletiva", participaram dos ataques, desrespeitando símbolos nacionais e a religiosidade, considerando o ocorrido como a mais profunda e desoladora derrota do espírito.


Reforçando o papel essencial da pacificação na sociedade brasileira, o ministro declarou: "Quem pensa diferente de mim não é meu inimigo, mas meu parceiro na construção de uma sociedade aberta, plural e democrática. A verdade não tem dono. Existem patriotas autênticos com diferentes visões de país. Ninguém tem o monopólio do amor ao Brasil".


A sessão solene contou com a presença de ministros da Corte, do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flavio Dino, que em fevereiro deverá tomar posse como ministro do Supremo, do procurador-geral da República, do advogado-geral da União e do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil. além da ministra aposentada Rosa Weber, que presidia a Corte durante os ataques de 8 de janeiro.


Além das falas contundentes do ministro Barroso, a cerimônia marcou a abertura de uma exposição pública intitulada "Após 8 de janeiro: Reconstrução, memória e democracia", exibindo imagens da depredação sofrida pelo STF e do esforço de restauração do prédio e de itens do acervo.


Os danos, estimados em cerca de R$ 12 milhões, resultaram na perda de 106 itens históricos inestimáveis, enquanto itens simbólicos, como o Brasão da República e a escultura A Justiça, de Alfredo Ceschiatti, foram restaurados.


Rosa Weber, ministra aposentada que presidia a Corte durante os ataques, referiu-se ao 8 de janeiro como o "dia da infâmia", destacando tanto a infâmia do ocorrido quanto a resiliência da democracia constitucional, inabalada diante dos desafios. A exposição estará aberta ao público no edifício sede do Supremo, apresentando pontos de memória que expõem danos e fragmentos da violência.


Com informações da Agência Brasil

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